Drenagem Linfática Manual
por Daniela Scaramelo

A técnica de Drenagem Linfática Manual foi desenvolvida com o objetivo de “imitar” o funcionamento do Sistema Linfático, que tem como função transportar e absorver o excesso de líquido e devolver proteína, entre outros, à circulação do sangue. Além de possuir os “gânglios linfáticos” (linfonodos) que servem como filtros para toxinas, e produzem células de defesa fortalecendo o sistema imunológico. Portanto, a técnica utiliza manobras específicas para atuar sobre o Sistema Linfático, auxiliando-o na drenagem dos líquidos em excesso do corpo, promovendo desintoxicação e melhorando a nutrição e oxigenação dos tecidos e a circulação sanguínea.

Deve ser realizada por profissionais qualificados, que saibam sobre a anatomia e fisiologia do sistema linfático, pois existem contra-indicações, e para que se obtenha um resultado satisfatório. A massagem de drenagem linfática não deve provocar dor nem hematomas, pois a realização errada da técnica pode comprometer e lesionar o sistema linfático.

Podemos citar como contra- indicações: a febre, trombose venosa, entre outras. Sabe-se que o termo celulite é utilizado de maneira errada, pois a Celulite é uma patologia que causa a inflamação da célula. O termo mais utilizado atualmente é o FEG (Fibro Edema Gelóide), pois já se sabe que não há inflamação, o que ocorre é uma infiltração de edema (excesso de líquido) na camada profunda da pele que em seguida produz uma reação fibrótica, levando até mesmo a dor.

A Drenagem Linfática Manual colabora no tratamento do FEG (celulite) justamente por ajudar na eliminação do edema, melhorar a oxigenação e a circulação sanguínea. E pode ser realizada concomitantemente a outros tipos de tratamentos (Manthus, Dermotonia, Eletrolipoforese, Ultra-som, etc), e principalmente como manutenção. O número de sessões ideal para o tratamento dependerá da reação de cada organismo. Mas já é possível sentir seus benefícios na primeira sessão, desde que a técnica seja bem executada.

Vale lembrar também da importância da prática de atividade física e dos bons hábitos alimentares como contribuintes ao tratamento.

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